Terça 17 de abril, às 20h
Salve, Angoleiros!
Esse mês teremos uma sessão especial do Cine Dendê na Turiassu! Aproveitando a realização do Tribunal Popular do dia 20 ao 22 de abril, que tem como objetivo discutir temas como demarcação de terras indígenas e quilombolas, violência no campo e reforma agrária, vamos exibir o filme “À sombra de um delírio verde”.

O filme relaciona a indústria do etanol com o massacre em curso sofrido pelos índios da etnia guarani-kaiowa no Mato Grosso do Sul. Após a exibição teremos um debate com convidados envolvidos na luta indígena e a organização do Tribunal Popular.
Uma ótima oportunidade para conhecer e apoiar os habitantes mais antigos de nossa terra, nossos ancestrais, legitimando a memória da capoeira e sua história de resistência a favor da liberdade e justiça.
Participem!
À Sombra de um Delírio Verde
Tempo: 29 min
Países: Argentina, Bélgica e Brasil
Narração: Fabiana Cozza
Direção: An Baccaert, Cristiano Navarro, Nicola Mu

Na região Sul do Mato Grosso do Sul, fronteira com Paraguai, o povo indígena com a maior população no Brasil trava, quase silenciosamente, uma luta desigual pela reconquista de seu território. Expulsos pelo contínuo processo de colonização, mais de 40 mil Guarani Kaiowá vivem hoje em menos de 1% de seu território original. Sobre suas terras encontram-se milhares de hectares de cana-de-açúcar plantados por multinacionais que, juntamente com governantes, apresentam o etanol para o mundo como o combustível “limpo” e ecologicamente correto.
Sem terra e sem floresta, os Guarani Kaiowá convivem há anos com uma epidemia de desnutrição que atinge suas crianças. Sem alternativas de subsistência, adultos e adolescentes são explorados nos canaviais em exaustivas jornadas de trabalho.

Na linha de produção do combustível limpo são constantes as autuações feitas pelo Ministério Público do Trabalho que encontram nas usinas trabalho infantil e trabalho escravo.
Em meio ao delírio da febre do ouro verde (como é chamada a cana-de-açúcar), as lideranças indígenas que enfrentam o poder que se impõe muitas vezes encontram como destino a morte encomendada por fazendeiros.